História de pescador

Mergulho da maçãMoro em Curitiba, e lá ouvi uma história curiosa de um macmaníaco de Londrina. Tão estranha, para usar de um eufemismo, que não sei ‘se è vera o bene trovata’, mas lá vai. Vendo o peixe como me venderam.

O sujeito tinha um iMac bolinha — a história se passou por volta do ano 2000 — e ele era extremamente cuidadoso e ciumento de seu adorado iMac, como costumamos ser todos nós, macusers. Ele foi viajar, e querendo deixar seu computador bem acomodado, tirou-o da tomada e o pôs em cima de sua cama, coberto por cobertores. (Sinceramente, já acho demais; só faltou pô-lo sobre o travesseiro, dar beijinho e dizer ‘Comporte-se que o papi já volta!’)

Bem, enquanto ele estava fora a caixa d’água estourou e inundou a casa, que era térrea. Como estava bem fechada, a água, correndo por vários dias, subiu e cobriu a cama, quase submergindo o iMac.

Quando o sujeito voltou, ficou, claro, desesperado com a tragédia, e sobretudo com a perda de seu computador. Não se conformando, desmontou o computador inteiro, limpou-o, secou-o inteiro cuidadosamente com um secador de cabelo, remontou-o, e ao tentar ligá-lo…

Tchaaaaaaannnnnn, ligou perfeitamente!! Não tinha perdido nem um bit.

Bem, é essa a história. Não duvido nem desduvido — como eu disse, vendi o peixe como me venderam. Sem trocadilho.

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Zeca Moraes, por ser músico de orquestra sinfônica, não faz quase nada no seu Mac. Mas não larga dele o dia inteiro.

Autor: Marco Andrei Kichalowsky

Editor-chefe do macnarama.com, é applemaníaco e trabalha com produtos Apple desde 1993. Foi presidente do Brasil Apple Clube durante 10 anos e colaborador da saudosa Macmania e sua herdeira MAC+ até o fim da revista em 2015.