Por que estas canetinhas para celular não funcionam no iPhone e iPad?

Recentemente, uma colega da lista MacUsers do Brasil Apple Clube nos enviou uma mensagem falando de quão contente tinha ficado em descobrir que uma daquelas canetas-borrachas servia para escrever em seu celular. Animados com a notícia, vários colegas resolveram comprar o mesmo modelo para usar em seu iPhone e surpresa! Não funcionou. Muitos se perguntaram o porquê.

A técnica da caneta-borracha só funciona em telas de toque resistivas, encontradas em celulares mais antigos, e em alguns tabletes e celulares novos mais baratos. Em telas resistivas, qualquer coisa que você usar pra fazer pressão na tela vai ativar os sensores, por isso temos as canetas “stylus”, que não mais são que pedaços de plástico com estilo… Eh, eh, eh! Trocadilho infâme.

Tabletes e celulares mais modernos usam telas capacitivas. Essas telas usam sensores que detectam a troca de íons entre a tela e o nosso dedo pra determinar onde estamos clicando. Lembrando o filme “The Matrix”, somos todos pilhas. Essa tecnologia foi colocada no mercado de telefones pela Apple, no lançamento do iPhone. Não fosse isso, ainda hoje não teríamos telas multitoque.

Daí vem a explicação porque as “canetinhas” para iPhone e iPad são caras. Esses modelos são mais caros pois têm circuitos eletrônicos que geram eletricidade estática similar a do dedo, só que mais localizada, aumentando a precisão dos sensores nas telas; além disso, a superfície é mais rígida pois é feita de uma espuma condutora.

Existem outros modelos de canetinhas capacitivas que usam materiais supercondutores e, em vez de gerar estática, captam e conduzem a eletricidade da própria mão, condensando-a na espuminha da ponta da caneta.

Ou seja, a tecnologia utilizada pela Apple além de ser mais sofisticada, é mais precisa. Por isso o sucesso de sua interface.